quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Cientistas inventam chip que aprende como cérebro humano

Cientistas apresentaram nesta quinta-feira um chip do tamanho de um selo dos correios, que opera como um supercomputador que imita o funcionamento do cérebro humano.
O chamado chip "neurossináptico" abre todo um leque de possibilidades na computação, de carros que se dirigem sozinhos a sistemas de inteligência artificial que podem ser instalados em celulares inteligentes, explicaram seus criadores.
Cientistas de IBM, Cornell Tech e colaboradores de todo o mundo disseram que foi preciso adotar um novo conceito de design em comparação com arquiteturas de computação prévias, avançando para um sistema chamado de "computação cognitiva".
"Nós nos inspiramos no córtex cerebral para desenhar esse chip", afirmou Dharmendra Mohda, diretor científico da IBM para a computação inspirada no cérebro.
Mohda explicou que a linhagem dos computadores atuais remonta a máquinas criadas nos anos 1940, que são, essencialmente "calculadoras de números sequenciais", que agem de forma matemática, ou que executam tarefas próprias da parte esquerda do cérebro, porém um pouco mais.
Já o novo chip, também chamado "TrueNorth", opera imitando o lado "direito do cérebro", onde estão as funções que processam a informação percebida pelos sentidos, razão pela qual pode responder a imagens, aromas e informações do entorno para "aprender" a agir em diferentes situações.
O sistema consegue fazer isso usando uma grande rede de "neurônios e sinapses", similares às que o cérebro humano utiliza para usar informação compilada dos sentidos.
Os cientistas projetaram o TrueNorth com um milhão de neurônios programáveis e 256 milhões de sinapses programáveis em um chip com 4.096 núcleos e 5,4 bilhões de transistores.
Outro fator importante desse chip é seu baixo consumo, pois é capaz de funcionar com uma pequena bateria como as utilizadas nos fones de ouvido, razão pela qual pode ser instalada em carros, ou celulares inteligentes.
Seus inventores acreditam que ainda levará anos para que o chip esteja disponível em aplicativos comerciais, mas destacam que tem o potencial de "transformar a sociedade" - sobretudo, quando "computadores híbridos" combinarem, no futuro, as capacidades do lado esquerdo e direito do nosso cérebro.[Fonte: Terra]


quarta-feira, 25 de junho de 2014

A jornalista poliglota é um robô; veja a novidade criada por japoneses

Parece que a era dos replicantes prevista em filmes de ficção científica como Blade Runner não está mais tão distante. A mais recente inovaçao é a robô jornalista Kodomoroid (Childroid), que foi mostrada no Museu Nacional de Ciência Emergente e Inovação, em Tóquio, no Japão. 
Outro modelo chamado Otonaroid (Adultroid), de cabelos longos, também foi exibido pelo professor Hiroshi Ishiguro, diretor do laboratório de inteligência robótica da Universidade de Osaka, no curso de engenharia científica. Os dois modelos foram desenvolvidos para ler as notícias como se fossem âncoras de televisão.
Você confiaria na notícia lida por um robô ao invés de um humano? (Foto: Reprodução)Você confiaria na notícia lida por um robô em vez de um humano? (Foto: Reprodução)
O acabamento externo das duas robôs é de silicone, que imita a textura da pele humana. Ao interagir fisicamente com Kodomoroid ou com Otonaroid, a característica estranha que mais chama atenção é sua temperatura baixa. Mas o corpo das duas unidades artificiais foi modelado para realmente parecer com um ser humano.
Otonaroid é uma versão madura da Kodomoroid (Foto: Reprodução)Otonaroid é uma versão madura da Kodomoroid (Foto: Reprodução)
Com notícias pré-programadas, o robô “lê” as informações e fala num tom de voz sereno e calmo quais são as notícias mais importantes do vídeo. Os japoneses estão desenvolvendo timbres sonoros para todas as línguas. Qual é a principal vantagem de ter uma máquina no lugar de um âncora de TV? Ele não mostra emoções exageradas nem diante das boas notícias e sequer ao mencionar catástrofes. Ou seja, é um narrador mais neutro para as informações televisivas. 
Kodomoroid e Otonaroid ficarão disponíveis no museu de Tóquio para interagir com visitantes. De acordo com o professor e pesquisador Ishiguro, “este experimento vai trazer um feedback importante enquanto exploramos o que é humano”. Algumas pessoas desavisadas podem confundir as duas robôs com mulheres de verdade, mas elas ainda possuem comportamentos distantes do que consideramos familiar.[Fonte: TechTudo]


Hiroshi Ishiguro vem desenvolvendo robôs há 20 anos, com a melhoria da tecnologia mecânica, e enxerga funções importantes para suas máquinas em um futuro próximo. O fato é que Kodomoroid e Otonaroid podem, por exemplo, não saber improvisar muito bem diante de câmeras, mas certamente transmitem informações com uma precisão que seres humanos não conseguem.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Exoesqueleto robótico começará a ser testado no Brasil

Miguel Nicolelis: seu objetivo é levar uma criança tetraplégica para dar o chute inicial na Copa do Mundo de 2014 - INFO Online

O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis quer fazer uma criança tetraplégica dar o chute inicial da Copa do Mundo de 2014. Seu plano tem avançado e os testes com humanos começarão no Brasil entre o fim de outubro e o início de novembro.
Os experimentos colaboram para a construção de um exoesqueleto robótico, um corpo virtual, capaz de devolver os movimentos aos paraplégicos e tetraplégicos. O anúncio sobre o início dos testes aconteceu na sexta-feira (4) durante seminário da revista “Brasileiros”, em São Paulo.
Por videoconferência, Nicolelis afirmou que testes com partes do equipamento já foram feitos com humanos. Os experimentos no Brasil acontecerão com o exoesqueleto pronto, com todas as articulações e controle neural.
O experimento de Nicolelis será feito com voluntários na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), em São Paulo. Cerca de dez pessoas já foram selecionadas para a pesquisa. No local também começará a funcionar um laboratório comandado por Nicolelis.
Walk Again Project – Nicolelis, um dos 20 maiores cientistas do mundo pela revista Scientific American, trabalha com uma equipe de 170 pesquisadores internacionais no projeto Walk Again Project (Andar de novo, em tradução para o português). A equipe tem pesquisadores da Universidade de Duke, nos EUA, e do Instituto de Neurociências em Natal, dirigido por ele.
Diversas experiências foram feitas com macacos e com um corpo artificial. Elas mostram como a robótica pode ser uma grande aliada de pessoas com deficiência física em busca de movimentos até então impossíveis.
O exoesqueleto pode ser conectado ao cérebro do paciente, que então controlaria o equipamento como se fosse parte de seu próprio corpo. A técnica faz parte de uma linha de pesquisa conhecida como interface cérebro-máquina, em que Nicolelis já teve resultados relevantes.
Se uma pessoa paralisada conseguir dar o primeiro chute da Copa do Mundo, Nicolelis acredita que vai provar para o mundo algo muito importante. O pontapé feito com uma perna robótica será capaz de mostrar que o Brasil é mais do que o país do futebol.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Você Sabia? Robôs já podem exercer funções humanas?

Carros flutuantes e robôs totalmente autônomos ainda são restritos à ficção. Mas boa parte do futuro mostrado nas telas do cinema já é realidade. Pesquisas mundo afora constroem máquinas que já podem exercer profissões como babá, astronauta e professor.
Hoje, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), existem 197 milhões de pessoas desempregadas ao redor do mundo. O levantamento da agência ligada às Nações Unidas ainda estima que o número aumentará para 202 milhões em 2013. Contudo, não se pode culpar os robôs inteligentes por esses altos índices - ao menos por enquanto as máquinas ainda dependem do auxílio e dos comandos humanos para exercerem suas funções.
Veja no infográfico que funções já podem ser exercidas por robôs.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Restaurante com 20 robôs como garçons e cozinheiros é inaugurado na China



Pequim, 13 jan 2013 (EFE).- Um restaurante na cidade de Harbin, no norte da China, abriu suas portas com inusitados - e inovadores - garçons e cozinheiros: 20 robôs de diferentes aparências, mais de dez tipos de expressões faciais e a capacidade de receber os clientes com variadas frases de boas-vindas.
A imprensa local informou neste domingo que os robôs, avaliados em 20.000 iuanes (R$ 6,5 mil) cada, medem entre 1m30 e 1m60 de altura e têm a inteligência de uma criança de três ou quatro anos.
O local conta com robôs preparados para cozinhar ravioli chinês, preparar massas, fritar verduras, entregar pedidos, levar menus de pratos e bebidas e dar as boas-vindas aos clientes, entre outras funções.

De acordo com o dono do restaurante, Liu Hasheng, os androides que cozinham estão programados para colocar uma quantidade adequada de sal aos pratos, além de saber controlar a temperatura do óleo na hora de fritar.
"Quando se trata de cortar verduras e carnes, há um funcionário que os ajuda e as coloca perto deles, no recipiente dos ingredientes. Depois, o robô as acrescenta na frigideira", explica Liu, quem além disso é diretor da Academia de Robôs da província de Heilongjiang, da qual Harbin é capital.


Liu prevê que os robôs serão muito comuns em nosso cotidiano daqui a uma década. "Em cada casa haverá um para cozinhar alimentos, ajudar idosos, fazer faxinas ou servir como segurança pessoal", vislumbrou, ressaltando que a verdadeira importância do restaurante que abriu é introduzir os robôs na vida diária dos cidadãos.
"Assim que o negócio tiver sucesso, no futuro e de acordo com as necessidades do mercado, será aumentada a produção de robôs e suas funções poderão ser aplicadas em outros setores", explicou. EFE [Fonte: Yahoo]



terça-feira, 27 de novembro de 2012

Cientistas estudam risco de máquinas inteligentes atacarem humanos


Professor Huw Price, um dos cofundadores, explica que perigo é não estar preparado
Foto: YouTube/Reprodução
Será que os computadores um dia ficarão mais inteligentes do que os humanos e dominarão o mundo ou isso só acontece em filmes de ficção científica? Filósofos e cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, acham que a questão merece atenção, e anunciaram no domingo a criação do Centro para estudo de Riscos à Existência, segundo o Huffington Post.
"No caso da inteligência artificial, parece razoável prever que em algum momento neste século ou no próximo a inteligência vai escapar das restrições biológicas", aponta o professor de filosofia de Cambridge Huw Price. "(Então) não seremos mais as coisas mais inteligentes por aqui", completa.
Ele não pensa em computadores malvados, mas ressalva que as máquinas inteligentes teriam "interesses que não nos incluem". Price sabe que algumas pessoas acreditam que a preocupação é fora de proporção, mas alerta que "como não se sabe quão sérios são os riscos, não se tem uma previsão temporal, esquecer a ideia é perigoso".
O professor explica que é difícil prever que tipo de riscos as máquinas inteligentes podem representar, mas exemplifica que os computadores poderiam começar a usar recursos para o próprio benefício, desconsiderando as preocupações humanas. Ele compara a situação ao domínio do homem sobre o planeta, que ao se espalhar para outras terras começou a consumir para o próprio bem recursos que eram essenciais à vida de outros animais.
O Centro para estudo de Riscos à Existência é uma iniciativa de Price com Martin Rees, docente de cosmologia e astrofísica, e Jann Tallinn, de computação. A inauguração, segundo a universidade, está planejada para o próximo ano.[Fonte: Terra]

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Primeira garota-robô da Rússia tem cara de gente de verdade



A andróide Alissa foi desenvolvida pela empresa Neurobotics, que já havia criado um robô masculino de aparência humana - Foto: Mikhail Shcherbakov / Michael Vokabre/Gizmag.com/Reprodução
A empresa Neurobotics construiu a primeira robô russa de aparência humana realista, batizada de Alissa. De acordo com o Gizmag, a andróide foi desenvolvida sobre a base de um robô masculino, exibido há alguns meses, feito à imagem e semelhança de Dmitry Itskov, fundador do movimento Avatar - iniciativa multidisciplinar que visa atingir recursos para a imortalidade humana nas próximas três décadas.
Alissa, que lembra a andróide protagonista do filme Blade Runner, trata-se de uma robô que tem o rosto coberto por uma máscara de silicone, também desenvolvida pela Neurobotics. Apesar de possuir somente oito pontos de articulação (enquanto outros robôs realistas possuem mais de 30), Alissa já reproduz movimentos humanos com os olhos e a boca, controlados por um joystick padrão. Sua cabeça está afixada sobre um corpo de manequim, que tem rodas embaixo para proporcionar mobilidade.
A robô é dotada de um pouco de inteligência artificial graças à um software de conversação que sincroniza os movimentos de sua boca com as palavras emitidas por um sintetizador de fala. Mikhail Shcherbakov, que recentemente visitou o laboratório da Neurobotics, diz que apesar de proporcionar uma interação bastante básica, Alissa é sensível a pausas e volumes de voz.
Para se comunicar com o mundo exterior, a andróide usa o software Skype, coordenado por um operador, e seus globos oculares contém câmeras de vídeo. A empresa agora testa um sistema relativamente simples de eletroencefalografia para permitir que operadores controlem Alissa somente usando pensamentos. [Fonte: Terra]